| Konstantin Kristoff |
| Breve currículo de Konstantin Khristoff nasceu em Strajitza, Bulgária, em 1923. Transferiu-se aos 9 anos de idade para o Brasil, fixando-se em Montes Claros, Minas Gerais. Ainda adolescente, interessou-se pelo desenho de humor e pelas histórias em quadrinhos. Ilustrou livros e publicou numerosos desenhos na imprensa brasileira, inclusive na famosa revista Careta, do Rio de Janeiro, hoje extinta. Na década de 40, mudou-se para Belo Horizonte a fim de estudar medicina. Na capital minheira conheceu Alberto da Veiga Guignard, que chamou sua atenção para a pintura. Guignard o retratou quatro vezes. Mas foi em Montes Claros, norte de Minas, que ele começou a pintar, já diplomado em medicina, no início da década de 50. Fez retratos, paisagens, naturezas mortas. Desenhava obscessivamente, inclusive em toalhas ginecológicas e em blocos de recituário médico. Com o tempo, sua pintura foi crescendo, tornando-se cada vez mais original, surpreendente. No início da década de 80 iniciou uma série de auto-retratos que, mostrados no Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, chamou a atenção da crítica de arte brasileira. Vários críticos, que tomaram conhecimento de sua obra, produzida longe do eixo Rio-São Paulo, o ajudaram a organizar uma exposição itinerante de seus Auto-retratos, que percorreu importantes espaços culturais de vários Estados brasileiros, em 1986, tornando-o nacionalmente conhecido. Eles integram o livro "Konstantin", de autoria do professor e crítico de arte Pierre Santos, editado em São Paulo em 1990. Inicia uma grande via-sacra, exposta em 1994 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com textos de Darcy Ribeiro, Enock Sacramento, Pierre Santos e Ziraldo. |
|